segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ganchos e sonhos no bonde

Finalmente assisti "Botinada" ontem, muito bom. Quem quiser assistir: http://video.google.com/videoplay?docid=8410263449371817356#

Fiquei impressionado com o caso do punk do ABC que perdeu o braço quando ia jogar um coquetel molotov na gangue rival e tive um pesadelo bizarro. Na manhã seguinte, descendo de bonde em Santa Teresa, comentei com meu amigo sobre o documentário e do sonho da noite anterior, em que tinha o braço direito decepado e tentava reimplantá-lo enquanto o tempo passava agonizantemente. Bizarro.
Nisso, o bonde para e o condutor pede que a galera desça pra tentar empurrar(!), pois o bonde enguiçou. Se era piada não sei, mas me ofereci pra ajudar e desci. Nisso, um cara que estava sentado perto da gente, aparentemente funcionário da Rio Trilhos, se levanta pra ajudar e posiciona-se na minha frente. Só aí percebi que ele não tinha o braço direito. Fiquei confuso, pois obviamente o cara estava escutando nossa conversa e tentei falar alguma coisa, tipo: - Pô eu estava falando com esse meu amigo de um doc que vi ontem; o cara não tinha uma mão e percebo que você também não tem... Desisti de tentar empurrar o bonde e desci o resto do caminho a pé.
No caminho pra "academia" (uma pracinha sombreada no Curvelo, com equipamentos novos pra ginástica), tentando decifrar a simbologia contida no acontecido, o amigo fez uma boa analogia com o período atual que estou vivendo; pois de certa forma, eu também perdi meu braço direito... Mas como diriam Os Garotos Podres; - fora tudo isso, tudo bem!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Jello Biafra, 18 anos depois

Rio de Janeiro, 1992. Durante as comemorações da ECO 92, há 18 anos atrás eu tinha 18 anos. Estudava jornalismo na ECO/UFRJ e assistia as aulas de filosofia no IFCS. A galera combinou de se encontrar e viemos andando do Largo de São Francisco até a praça dos Arcos, na Lapa onde Royal De Luxe fez uma apresentação avassaladora, seguida do show histórico do Mano Negra com a participação de Jello Biafra. O carismático ex-vocalista dos Dead Kennedys, conquista a platéia com seu discurso político engajado. Mais tarde, do outro lado da mesma Praça dos Arcos, Ratos de Porão se apresentou no Circo Voador, e João Gordo e seus fiéis seguidores foram honrados com mais uma participação histórica de Jello Biafra. Assisti pendurado nos ferros da estrutura, embaixo da arquibancada, com um liquidificador humano que sugava e moía as pessoas logo abaixo dos meus pés. Enquanto isso no palco, clássicos do Dead Kennedys eram adornados por stagedives homéricos, incluíndo do próprio Jello, que na primera vez voltou sem camisa e da segunda, com sua calça transformada em bermuda.



Teatro Odisséia, 2010. Jello Biafra retorna ao balneário carioca acompanhado de sua nova banda, The Guantánamo School of Medicine. Mais político do que sempre, Jello intercala as músicas com discursos inflamados (estranhamente o público preferiu que fossem em inglês ao invés de espanhol... vai entender). O jaleco de açougueiro e a provocativa camisa com a bandeira dos EUA que ele usava não resistiram ao clima quente do show, com ar condicionado e espaço reduzido do Teatro Odisséia. O momento mais emocionante, sem dúvida, foi o agradecimento ao saudoso amigo Renato Russo, que o recebeu na sua casa durante a Eco92, e em sua homenagem tocaram a nova "Never Give Up". A roda de pogo girava no máximo quando um maluco pula, ou melhor, dá um mosh do segundo andar! (depois do show, Rolinha, que conhecia o maluco, cumprimenta e dá as congratulações ao empolgado suicida. Aparentemente tudo bem com ele). Foram necessárias pelo menos umas três voltas ao palco pra saciar a sede de hardcore da galera, com a clássica "Moon Over Marin" entre as selecionadas pro bis. Sorte minha que mais da metade do público já estava botando os bofes pra fora e lá fui eu, gastar minhas últimas energias. Tudo bem, fiquei acumulando nos últimos 18 anos mesmo! Agora, se Jello Biafra levar o mesmo tempo pra voltar, dificilmente terei a mesma disposição com 54 anos de idade.



terça-feira, 9 de novembro de 2010

Mais um conector IDE/Sata incendiário

Mais uma quase tragédia anunciada: outro conector IDE / SATA pegou fogo, dessa vez no computador da câmera de segurança do trabalho. Pelo visto é um problema generalizado e que traz grande risco de incêndio para os computadores. Ainda mais com o verão se aproximando....
Dessa vez o curto-circuito se deu na conexão do HD Sata e foi necessário utilizar extintor de incêndio para conter as chamas, que estavam bem visíveis dentro do gabinete. Momentos de tensão na sala de comunicação. Principalmente para mim, que presenciei e atuei nos dois episódios. Estou ficando pirofóbico!

Fica mais uma vez o alerta: se você deixa seu computador ligado direto, faça uma verificação e confira se ele possui esses conectores IDE/Sata. O ideal é utilizar uma fonte de alimentação de qualidade, com potência real e que já tenha o padrão SATA incorporado. Isso ou burn, baby, burn...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Here Comes The Sun

Ou sendo testemunha da combustão espontânea de computadores

Parecia ser mais um dia tranquilo, a caminho do trabalho, com pitstop no Lencinho pra dar uma jogadinha no The Beatles Rock Band que ele tinha acabado de comprar pro PS3. Liguei o videogame e Lencinho continua no computador, navegando nas redes sociais, divulgando eventos, twitter e tais. Fui no random e a máquina escolheu a música que eu iria tocar: Here Comes The Sun.
Até aí beleza, o som começa e eu na guitarrinha, tan tan tantan tchu tchururu, e sinto um cheiro forte de plástico queimado.
- Lencinho, que cheiro é esse?
- Não sei, mas o computador desligou.
Quando olho para o lado, está saindo uma fumaça preta do gabinete, pela fresta entre os dois drives de DVD. Largo a guitarra, pego um pano que cobre o PS3 e jogo por cima do computador, enquanto Lencinho tira os cabos. Cogitamos abrir a máquina, mas o medo do fogo se espalhar foi maior e resolvemos levá-la pra fora. Não deu tempo de tirar o cabo do monitor, quando puxei uma caneca foi ao chão. Acaba de desparafusar, levamos pra varanda da casa. Mesmo abafado pelo lençol do Lencinho, a máquina continuava queimando. E agora? Vamos abrir.

Quando tiramos a lateral, haviam pequenas chamas entre os dois conectores de força dos drives de DVD. Um sopro apagou, mas ficamos imaginando o que aconteceria se esse curto tivesse acontecido durante a madrugada, por exemplo, enquanto o micro fica ligado baixando paradas.

Os drives de DVD eram de marcas e tipos diferentes. O curto-circuito aparentemente foi no conector de força que transforma o padrão IDE em SATA, do drive LG que estava abaixo. O Samsung padrão IDE que estava acima também colaborou, pois o conector de força dele fornecia calor e plástico derretido para o que estava bem abaixo.

Com certeza esse exemplo quase trágico, onde felizmente as únicas vítimas foram dois drives de DVD e uma caneca de louça, deve servir como alerta. Sim, o computador depois do incêndio continuou funcionando, mas só deitado. Talvez a fonte, pela proximidade com o fogo, tenha sido danificada. Uma coisa é certa: os fabricantes devem investir em segurança e os usuários, alertados do risco que estão correndo ao deixar um computador ligado. Sem falar no governo, que cobra caros impostos da indústria e adora que os consumidores/cidadãos gastem seu dinheiro em tecnologia. Precaução e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, ainda mais com o calor do verão se aproximando. Haja aquecimento global!